sexta-feira, 5 de setembro de 2008

A volta de quem não foi.

Pois é... Voltei... Sem ter ido.

Que coisa! Os últimos dias foram de correria e "canseira"... Pensei até que tinha visto aquela luzinha lá, mas bem lá mesmo, no final do túnel... Que ironia, era o trem!

Então... Só tenho a dizer que o cansaço é grande. Muita correria pra nada, muitos planos que não se concretizaram e alguns enganos cruéis. Oh, Mundo cruel!



Oh, dia! Oh, céus! Oh, azar! Dizia aquela hiena do desenho Lippy e Hardy ... Aliás, eu adorava assistir aquilo! (Hum, denunciando a idade, hein?!)... Se bem que a hiena Hardy até me irritava pelo excesso de pessimismo... Ou seria realismo??
Pensando assim, acabei de perceber algo que estava no "sub-inconsciente"... Eu tenho um Lippy em minha vida!!
Arrrrrrrhhhhh, socorro!!!!
Chega de emoções fortes por hoje. Tomara que nenhum pesadelo me assole, please.

Boa noite.

domingo, 17 de agosto de 2008

Goleiro submergente ataca novamente

Pra ser submergente, colorado e ter o Clemer como goleiro, é preciso muita fé...

Neste domingo, o submergente Internacional (que foi campeão do mundo e blá, blá, blá) levou pra casa a triste conta de 4 gols a zero... Segue notícia extraída do próprio site do clube:

"O Internacional foi derrotado por 4 a 0 pelo Vasco da Gama, neste domingo, no Rio de Janeiro. Bolívar (contra), Edmundo, Eduardo Luiz e Jean marcaram os gols. A partida foi válida pela primeira rodada do returno do Campeonato Brasileiro. Agora, o time colorado vai em busca da reabilitação já na próxima quarta-feira, diante do Palmeiras, no Beira-Rio. O Inter ocupa a 12ª colocação com 26 pontos".

Minha limitada mente submergente não consegue entender porquê nós, colorados, precisamos sofrer a angustiante escalação constante de um goleiro que nos presenteie seguidamente com perus voadores de peito duplo (chamá-los de frango seria subestimar a capacidade de nosso goleiro)...

A cada início de jogo, espio na tela do televisor e alí vejo Clemer, o algoz, de prontidão, preparado, uniformizado, com suas enormes mãos de quiabo, para nos fazer ter picos de taquicardia a cada ameaça de ataque do adversário, quase sempre culminando com a bola balançando a rede em frente às nossas expressões atônitas!



Agora, resta-nos arranjar algo que fazer na próxima quarta-feira à noite, de preferência em algum lugar distante da civilização, para não corrermos o risco de, ao pôr a cabeça no travesseiro e fechar os olhos, vizualizar em trauma, as cenas dos perus voadores de peito duplo que levaremos pra casa por cortesia do Palmeiras.

E, para terminar, como disse Romário, o profeta, "Com Clemer em campo, não tem placar em branco".


quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Aprendendo a "dever"




Um dos maiores aprendizados na vida de um submergente é que até para dever tem de ser inteligente. Quando falta inteligência, pode sobrar pobreza...

Durante a queda, um submergente começa a rever seus conceitos a respeito de muitas coisas, afinal, "seu mundo caiu". Logo, aqui vão algumas descobertas tardias deste que vos escreve:

  1. Nunca fique devendo pouco. Se for pra ficar devendo, que seja pra endireitar a sua vida;
  2. Nunca faça prestações de valores baixos, a perder de vista, porque "pensa" que vai poder arcar com elas. Nem sempre é assim e, de repente, você pode ir pro cadastro negro do SPC por causa de uma mixaria idiota;
  3. Nunca fique devendo pro vizinho. Ele vai espalhar pelos quatro cantos do bairro e pode transformar a sua vida num inferno... Todos vão lhe encarar como se você fosse contagioso, perigoso, bandido ou afins. Ele vai acabar fazendo você ser "expulso" do lugar;
  4. Nunca fique devendo pra parente. Lembre-se que "parente a gente não escolhe" e sempre tem aquele tio avarento, que pode fazer com que o resto da família acabe com você;
  5. Nunca, em hipótese alguma, fique devendo pra pobre. Os piores credores são aqueles pra quem você deve uma miséria. Eles vão bater na sua porta dia e noite e, se bobear, você ainda leva um tiro por causa de 5 Reais;
  6. Se for pra ficar devendo, deva ao banco. Este nunca vai bater à sua porta;
  7. Se tiver de escolher a quem pagar, pague sempre os mais próximos de você (pra evitar falatórios) e àqueles a quem deve menos (pra evitar ser infernizado). Se tiver de deixar alguém pra trás, até a situação melhorar, deixe os de longe, de preferência os de outras cidades.
É... Se eu tivesse aprendido isso antes...


Pobre anda em réstia

Durante as minhas observações submergentes, percebí outra questão pitoresca, ainda sem entendimento: "Por que pobre anda em réstia?"

Conhece réstia de cebola? Sim, aquelas cebolas em trança, lado a lado. Segue uma pequena ilustração para ajudar aos leitores menos cultos em relação à cebola:



Se você mora numa cidade pequena - ou não - principalmente na vila (no sentido "pobre" da coisa) já deve ter percebido que o pobre, quando passeia, vai pra escola ou pra igreja, anda em grupos de, em média, seis pessoas... Até aí, é normal. Pra quê enfrentar longas caminhadas sozinho? Mas o que me causa estranheza - e irritação - é o fato de que o grupo em sí, geralmente anda "de braços", estilo "arrastão", pelo meio da rua, invadindo a mesma e estreitando o espaço de circulação de veículos. E você, que dirige, vire-se pra desviar deles! Olha a réstia!!

E a réstia causa engarrafamento... Não xinge, não reclame da réstia. Olha a réstia olhando você de cara feia! Desvie da réstia! E ninguém entende porque morre tanto pobre atropelado...

Se você, leitor, costuma andar em réstia, colabore com este blog e nos explique qual o significado desta seita.

Esta foto ilustrativa, com os devidos créditos, foi extraída do Flickr (http://flickr.com/photos/8513343@N03/861951232/).

O ADSL sumiu.

Da série: Histórias surreais.

Pois bem, isto que vou contar aconteceu há mais ou menos dois anos, bem quando a sucumbência (esta eu puxei não sei de onde agora) estava começando.

Bem, naquele fatídico dia, trabalhei até quase meia-noite, respondí e-mails, coloquei o site da empresa em dia, essas coisas. Depois fui pra casa, jantei, assistí televisão e dormí. Tudo normal, tudo tranqüilo...

No outro dia, fui trabalhar cedo, como sempre. Abrí a empresa, tomei aquele cafezinho, lí o jornal rapidamente e fui pro escritório. Chegando lá, liguei o computador e, claro, abrí o Outlook. Só que estranhamente o negócio começou a dar "erro". Mas tudo bem, o serviço de internet da Brasil Telecom nunca foi lá essas coisas. Resetei o modem ADSL e aguardei que tudo funcionasse normalmente. E nada... E nada... E nada. Liguei para a queridinha do Brasil, ou seja, a Brasil Telecom e relatei o problema para pelo menos cinco pessoas diferentes, até que uma delas conseguiu explicar o que estava acontecendo. O diálogo final foi mais ou menos assim:

Robô feminino BRT:
- O sinal do ADSL não existe mais na sua conta. O serviço foi suspenso por solicitação do proprietário da linha.

Submergente: - Como assimmmmmmmmmm??!!! O proprietário da linha sou eu e não pedí cancelamento algum!!

Robô feminino BRT: - Sinto muito, mas o "sistema" diz que o senhor pediu o cancelamento.

Submergente: - Moça, como é que eu iria pedir o cancelamento de um serviço que eu preciso?! Isto não tem cabimento! Põe o serviço na minha conta de volta, por favor, agora, sim??

Robô feminino BRT: - Sinto muito, senhor, mas na sua região não há portas disponíveis para o serviço neste momento. O senhor vai ter de entrar na fila e aguardar.

Submergente: - Como assim "entrar na fila"?!! Vocês tiram o meu sinal ADSL da noite pro dia, dizem que fui eu quem pedí pra me "auto prejudicar", e agora me mandam entrar numa fila???!!!

Robô feminino BRT: - Um minuto, senhor...

Submergente: - $#%@*&#$#$

Robô feminino BRT: tu-tu-tu-tu...

Então, caro leitor, foi isto o que aconteceu. E lembrar deste episódio traumatizante até me causa taquicardia...
Depois de muito esbravejar, passar raiva e me "queixar pro bispo", acabei entrando na famigerada fila pra ter o ADSL de volta. Enquanto isso, tive de usar a discada. Ou seja, na hora decisiva, em que você precisa como nunca das suas ferramentas pra tentar fugir da submergência, até o seu prestador de serviço lhe põe no mato por incompetência. Já você, tem de ser competentíssimo, super-ultra-mega expert no que faz pra sobreviver em meio a concorrência, muitas vezes desleal. Por isso é sempre bom olhar direitinho com quem a gente faz parceria... Se a sua volta todo mundo é "mais ou menos", logo logo você pode se tornar um submergente.




P.S.: Calma, eu não fiz a escolha errada em optar pela Brasil Telecom. Eu fiz a ÚNICA escolha possível, pois aqui na cidade, não entra outra operadora. Dizem as más línguas - e eu acredito - que o prefeito "vendeu" a cidade pra BRT em troca das dívidas da prefeitura para com aquela empresa. Oh, quanta maldade em pensar uma coisa dessas dos nossos políticos...

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Eu também chuto macumba

Se eu conheço macumba? Ta brincando... E qual submergente que se preze não conhece?

Claro que este é um dos últimos passos fatais que se dá em direção ao... digamos... submundo.

Depois de procurar por todos os meios humanos, legais, intelectuais e outros "ais", acabei conhecendo o mundo mágico dos orixás. Mas engana-se quem pensa que vou falar mal dos membros da seita ou religião... Pode até ser que existam trabalhos sérios, que eu NÃO conhecí. Sim, porque os que eu conhecí, só me ajudaram a ficar mais pobre - e na velocidade cinco do créu.




No começo é muito curioso... Parece que as "entidades" sabem tudo sobre a sua vida. E você, desesperado por uma solução rápida, acaba acreditando até o fim. Então, eles dizem: "Fizeram trabalho pra você, pra acabar com a sua vida"... Aí é que a coisa começa a virar doença... Você fica "atacando em leque", ou seja, corre na defesa e corre no ataque. Paga vela pra todos os santos, faz as comidas mais loucas - e caras - pra eles, paga o "axé" do feiticeiro (sim, porque é o "axé" dele que faz a coisa dar certo) e ao mesmo tempo manda mísseis mandinga contra os adversários que lhe mandaram o feitiço pelos fluídos espaciais...

Eu ví tanta coisa em termos de feitiço que até decorei. Por exemplo, Oxum adora quindim, Ogum pede uma costela com laranja, Xangô vai de amalá, e por aí vai... Podia meter uma touca na cabeça e sair ganhando uma grana alta sem fazer nada que preste. Mas pra isto tem que ter muita lata... Se bem que não dá cadeia, senão...

Também já conversei com exus... Ou seja, pra quem não conhece, são "espíritos" que encarnam nos médiuns macumbeiros, digo, umbandistas. Essas criaturas (exus) são as mais interessantes em termos de malandragem... Bebem, fumam, falam palavrões e são os secretários do tinhoso. Ah, sim, exus gostam de linguiça com farinha, dendê e algumas outras coisas... hã... mórbidas.

Aqui vai um conselho submergente: Não faça negócio com o diabo, pois ele cobra caro e não entrega a mercadoria. Mesmo no desespero, controle-se e não entre nessa, pra não acabar virando um submergente otário.

Esposa burra = marido submergente





A realidade pode até doer, mas num casamento, quando o "sócio" é burro, os dois acabam entrando para as estatísticas dos submergentes...

Conheço um personagem que tinha uma situação tranquila. Dinheiro a botar fora, carro do ano, boas roupas, viagens, enfim, aquela vida que todo mundo quer ter. Um belo dia, se "apaixonou" por uma moça delicadinha, bonitinha, cheirosinha e burrinha. Tanto foi que acabaram casando. Hoje, dois anos depois, ele está, hã... digamos... na "submergência", mal vestido, a pé e fazendo bicos pra ganhar uns tostões. E a bonitinha? Virou dragão. E o pior é que nem dá pra conversar na hora da angústia. Falta conteúdo mental.

Então, a dica é: Se você tem seu bom carrinho, sua boa vida, seu dinheirinho e tal, não case. Se você casar, não case com uma anta. Se a anta reclamar que a vida que leva com você é pouco, fique com as suas coisas e largue a anta, porque se você ouvir seus conselhos furados, vai se tornar um submergente e a anta vai largar você.


Histórias Surreais

Bem, eu não teria chegado a ser submergente se não fosse a ajuda do surreal... Sim! Quando a coisa começa a enfeiar pro lado da gente, até o impossível acontece pra te levar pro brejo.

São tantos os fatos inacreditáveis e incompreensíveis que aconteceram nesta minha trajetória kafkiana rumo ao buraco, que estou pensando em montar a história em capítulos...

Vizinho bom é vizinho de férias

Quando a gente submerge, acaba mudando pra vila. A vila pode até ser boa, mas a vizinhança não ajuda...
No andar de cima existem dois tipos de vizinho:
1) O sapato de pau: Um indivídio descendete de uma cruza de colono com diarista. O cara parece pesar 200 quilos. Cada vez que chega em casa, tira os sapatos (sim, porque a pisada de calcanhar é diferente de quando a gente está calçado, digamos) e perambula pelo apartamento fazendo tremer o prédio inteiro. É tum, tum, tummmm o tempo todo. O diabo é que o sujeito "se acha"... Sabe aquele seu vizinho que não era nada e de repente compra um carrinho velho e estufa o peito? Então... Este mesmo. Sem falar que gente assim é geralmente "espaçosa".

2) A família dinossauro: Faz barulho, pula, corre, grita, solta gargalhadas dignas de filme de terror, derruba tudo no chão, arrasta os móveis o tempo todo e ainda tem o "babysauro". Só fica em silêncio na hora da novela das oito. Ou quando não está em casa.


Por isso, meus caros emergentes, lembrem-se de que é admirável quando, além de ganhar dinheiro, ganha-se ao mesmo tempo um pouco de cultura. Porquê uma coisa é "estar pobre" e outra coisa é "ser pobre" de corpo e alma.

Você não está sozinho, baby...

Descobertas científicas afirmam que o mundo é redondo. Eu nunca estive lá fora para confirmar isto, mas admito que, pelas fotos de satélite, isto parece verdade... Mas bem, este não era o assunto principal do tópido...
"O mundo é redondo e gira", no ditado popular, significa que a situação da gente pode mudar do pólo norte ao pólo sul num estalar de dedos. Ou seja, um dia você está no asfalto e no outro acorda no morro e descabelado. Quem acha issso impossível, com o perdão da realidade, não conhece nadinha da vida. E como tem gente que se encaixa neste perfil, não?!
Bem, se você:
  • Morava em bairro nobre e hoje mora na vila (no sentido "pobre" da coisa);
  • Tinha um monte de amigos pra dar carona, levar pra balada, pagar cerveja e curtir o dinheiro que entrava jorrando e hoje "faz longas caminhadas", conta moedas e pechincha até no supermercado;
  • Carregava talão de cheque ouro, cartão megamastersuper ouro, celular, notebook, chaveiro de couro e hoje leva seus trocados no bolso ou niqueleira;
  • Só usava Yves Saint Laurent, Ellus, Chanel, e outras marcas famosas e hoje compra roupas em liquidação (balaião) e nem usa mais perfume "porque tem lhe dado alergia";
  • Tinha três cachorros de raça, pelos quais pagou uma grana alta e hoje lhe restou aquele cusquinho que late sem parar só porque é mais barato manter (cusco não adoece facilmente e come qualquer coisa);
  • Deixava um salário mínimo (no mínimo) a cada sábado no supermercado e hoje só compra o necessário (que dá sustânça);
  • Fumava Carlton e hoje fuma "oliú";
  • Bebia Bud e hoje bebe água da torneira;
  • Fazia faculdade particular, pagava os olhos da cara e hoje não tem grana pra fazer um cursinho de cabelereiro que seja;
  • O ADSL sumiu e a discada ressuscitou. Ou pior ainda: Começou a freqüentar as Lan Houses da vila;
  • Odiava Havaianas e hoje acha elas até bonitinhas e confortáveis;
  • E algumas coisinhas mais...
Não se assuste se um destes é você. Pois todos estes são eu e ainda contiuo respirando, viu?! E o que é pior: Escrevendo... E não se preocupe, este blog ainda não é contagioso e eu prometo (de dedos cruzados aqui) contar minhas experiências para que você não se torne meu clone no futuro.

O tinhoso é o carcerário

Agora são 19:41 horas e começou o "baile de exus" aqui de cima.
Explico: Desde que virei submergente, mudei do bairro nobre para a vila. A única moradia compatível em tamanho, preço (e condições de higiene) que encontrei foi esta. O problema é que na parte de cima, existem dois apartamentos... Ha uns meses atrás, mudou-se para o apartamento dos fundos, um casal com "cria" (expressão usada na vila; tradução: filhos). Logo, a peste não pára de pular sobre a minha cabeça, traz amigos mais pestes ainda pra brincarem também e a minha paz de submergente, que já era artigo de luxo, simplesmente sumiu. Já procurei outros lugares para morar, é óbvio, mas além da cidade ser minúscula, o nível dos moquifos é péssimo, além do aluguel estar nivelado a preços de capital de Estado... Sinceramente... Estou numa prisão onde o capeta é o carcerário.