terça-feira, 12 de agosto de 2008

Eu também chuto macumba

Se eu conheço macumba? Ta brincando... E qual submergente que se preze não conhece?

Claro que este é um dos últimos passos fatais que se dá em direção ao... digamos... submundo.

Depois de procurar por todos os meios humanos, legais, intelectuais e outros "ais", acabei conhecendo o mundo mágico dos orixás. Mas engana-se quem pensa que vou falar mal dos membros da seita ou religião... Pode até ser que existam trabalhos sérios, que eu NÃO conhecí. Sim, porque os que eu conhecí, só me ajudaram a ficar mais pobre - e na velocidade cinco do créu.




No começo é muito curioso... Parece que as "entidades" sabem tudo sobre a sua vida. E você, desesperado por uma solução rápida, acaba acreditando até o fim. Então, eles dizem: "Fizeram trabalho pra você, pra acabar com a sua vida"... Aí é que a coisa começa a virar doença... Você fica "atacando em leque", ou seja, corre na defesa e corre no ataque. Paga vela pra todos os santos, faz as comidas mais loucas - e caras - pra eles, paga o "axé" do feiticeiro (sim, porque é o "axé" dele que faz a coisa dar certo) e ao mesmo tempo manda mísseis mandinga contra os adversários que lhe mandaram o feitiço pelos fluídos espaciais...

Eu ví tanta coisa em termos de feitiço que até decorei. Por exemplo, Oxum adora quindim, Ogum pede uma costela com laranja, Xangô vai de amalá, e por aí vai... Podia meter uma touca na cabeça e sair ganhando uma grana alta sem fazer nada que preste. Mas pra isto tem que ter muita lata... Se bem que não dá cadeia, senão...

Também já conversei com exus... Ou seja, pra quem não conhece, são "espíritos" que encarnam nos médiuns macumbeiros, digo, umbandistas. Essas criaturas (exus) são as mais interessantes em termos de malandragem... Bebem, fumam, falam palavrões e são os secretários do tinhoso. Ah, sim, exus gostam de linguiça com farinha, dendê e algumas outras coisas... hã... mórbidas.

Aqui vai um conselho submergente: Não faça negócio com o diabo, pois ele cobra caro e não entrega a mercadoria. Mesmo no desespero, controle-se e não entre nessa, pra não acabar virando um submergente otário.

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